O “must” de Belém

Para quem está de passagem pela cidade de Lisboa, seria praticamente considerado crime não visitar Belém, situada apenas a 10 km da capital. Os trajetos mais rápidos, e diretos, para chegar a Belém são através do elétrico número 15 (40 minutos) ou de comboio (30 minutos).

Se optar pela viagem de elétrico, o bilhete custar-lhe-á 3€ e deverá apanhá-lo na Praça do Comércio e sair em Pedrouços. A partir daí, fazer o restante caminho a pé (cerca de 8 minutos) até à Torre de Belém. Porém, se optar pela viagem de comboio, deverá apanhar o mesmo no Cais do Sodré, linha de Cascais, e sair em Algés. Aí, é uma caminhada de cerca de 15 minutos até à Torre. O bilhete de comboio, deverá custar-lhe 1.65€.

Torre de Belém

A primeira paragem da sua visita, após ter feito a sua viagem, será a Torre de Belém. Construída no século XVI, durante o reinado de D. Manuel I, a Torre de Belém é considerada uma jóia arquitetónica do icónico estilo manuelino e, com já 500 anos de existência, é atualmente um dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa, continuando a ser uma autêntica prova viva da história portuguesa.

A Torre de Belém, que serviu de defesa da barra do Tejo e de ponto de partida de muitas viagens dos Descobrimentos, também já foi um posto de telégrafo, alfândega, farol e prisão política.

A decoração da torre ostenta a simbologia própria do manuelino – cordas que envolvem o edifício, rematando em elegantes nós, esferas armilares e outros símbolos nacionais, símbolos religiosos e elementos naturalistas.

A Torre de Belém também é denominada Torre de São Vicente por ter sido construída em homenagem ao Santo Patrono de Lisboa São Vicente.

 A entrada na Torre tem um custo normal de 6€, mas existem alternativas gratuitas:

 – domingos e feriados até às 14h para residentes em território nacional;

 – Dia Internacional dos Monumentos e Sítios – 18 de Abril

 – Dia Internacional dos Museus – 18 de Maio

 – Mediante a compra do Lisboa Card 

 Existe ainda a possibilidade de passe combinado com a visita ao Mosteiro dos Jerónimos, com o
custo de 12€.

Padrão dos Descobrimentos

Seguindo pela linha ribeirinha, numa distância de mais ou menos 1km, equivalente a uma caminhada de cerca de 12 minutos chegamos a outro dos monumentos símbolo da capital – o Padrão dos Descobrimentos. No caminho até ao monumento é possível ainda observar o Farol de Belém e o Museu de Arte Popular.

Em 1940, aquando da Exposição do Mundo Português, este monumento foi inicialmente erguido unicamente com esse propósito, para exposição. No entanto, na celebração dos 500 anos após a morte do Infante D. Henrique, impulsionador dos Descobrimentos portugueses, em 1960, a sua construção foi tornada efetiva.

Quem sobe ao topo do Padrão dos Descobrimentos não fica indiferente à zona envolvente, principalmente à Rosa dos Ventos desenhada no terreiro de acesso ao monumento. Esta oferenda da República da África do Sul conta com 50 metros de diâmetro e nela, Naus e caravelas embutidas marcam as principais rotas da Expansão Portuguesa.

 O monumento está aberto todos os dias das 10h00 às 19h00, sendo a última entrada às 18h30. A entrada completa no Padrão dos Descobrimentos (inclui exposição, filme e miradouro) tem um custo de 6€ (4.80€ para portadores do Lisboa Card). Aos domingos e feriados até às 14h00, a entrada é GRATUITA.

Mosteiro dos Jerónimos

Atravessando a estrada em direção ao Jardim da Praça do Império, cerca de 10 minutos a pé, o próximo local de paragem é o Mosteiro dos Jerónimos. Pelo caminho é possível conhecer também o Museu Coleção Berardo, com mais de 900 obras em exposição permanente (entrada: €5, gratuito aos sábados).

O Mosteiro dos Jerónimos, também denominado Real Mosteiro de Santa Maria de Belém, foi fundado pelo rei D. Manuel I no início do século XVI e está simbolicamente ligado aos mais importantes momentos da memória nacional. Este Mosteiro é uma verdadeira “ode” ao estilo manuelino, pela extensão de elementos religiosos, náuticos e régios eternizados na pedra. Também conserva, ainda hoje, além da igreja manuelina, o Claustro quinhentista, o antigo Refeitório dos monges e a sala da Antiga Livraria.

Aqui, também é possível visitar o Museu Nacional de Arqueologia (entrada: 5€), cuja vocação básica é contar a história do povoamento do nosso território, desde as origens até à fundação da nacionalidade. Na periferia encontra-se o Museu de Marinha (entrada: 6.50€), com modelos de navios da época dos Descobrimentos até outros mais atuais e o Planetário Calouste Gulbenkian (entrada: 5€).

A entrada no Mosteiro dos Jerónimos é feita de outubro a abril, das 10h00 às 17h00 e de maio a setembro, das 10h00 às 18h30. O custo do bilhete é de 10€, mas aos domingos e feriados até às 14h00 a entrada é gratuita.

Pastéis de Belém

Foto por @lisboacool

Muito perto do Mosteiro, na Rua de Belém, está a Antiga Confeitaria de Belém, que existe desde 1837. Ali é feia a receita dos maravilhosos doces típicos portugueses – os pastéis de Belém. De tão frescos que são, chegam sempre à nossa mesa ainda quentes, há lá melhor sensação? Saborear esta delícia de nata, ainda quente, polvilhada com açúcar e canela em pó. Ai! Só de pensar.

 Aqui, aproveitem para descansar um pouco, ao sabor desta doçaria maravilhosa. Quem sabe não pedir uns para a viagem? Falando também de preços, um pastel de Belém deverá custar cerca de 1.10€. Se quiser levar uma caixa com 6 pastéis, 6.90€.

MAAT

Foto por @lisboasecreta

Depois de comer aquele pastel delicioso, podem aproveitar para atravessar o Jardim de Afonso de Albuquerque em direção à Avenida da Índia. Aqui é possível visitar não só o Museu Nacional dos Coches, com a sua coleção de viaturas reais (entrada: 8€, gratuito domingos e feriados até às 14h00), como o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia.

O MAAT faz parte de um projeto inovador que coloca em comunicação um novo edifício e a Central Tejo, um dos exemplos nacionais de arquitetura industrial da primeira metade do século XX, que abasteceu de eletricidade toda a cidade e região de Lisboa.

 As visitas podem ser feitas em separado ao MAAT e à Central, entrada individual 5€, ou em conjunto, por 9€. As entradas são gratuitas no primeiro domingo de cada mês.

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